O Grêmio confirmou na manhã desta segunda-feira (6/4) a morte do ex-atacante Juarez Teixeira, conhecido como "Tanque". Ele tinha 97 anos. A causa do falecimento não foi divulgada; o velório começou às 17h em Viamão, no Rio Grande do Sul. O clube emitiu nota de pesar pelo desaparecimento de um de seus nomes históricos.
Formado no futebol regional entre 1948 e 1954, Juarez passou por clubes de Santa Catarina, Paraná e do litoral paulista antes de chamar a atenção do técnico Foguinho. Contratado pelo Grêmio em 1955, estreou pelo Tricolor em março daquele ano, em vitória por 7 a 0 sobre a seleção de Paysandu, do Uruguai, e rapidamente se firmou como referência ofensiva.
O Grêmio lamenta a morte do ex-jogador Juarez Teixeira, cuja história está marcada na memória do clube.
Ao longo da passagem pelo clube, Juarez participou de campanhas vitoriosas: integrou o time que conquistou cinco títulos consecutivos do Campeonato Gaúcho e fez parte do elenco campeão sul-brasileiro em 1962, a chamada Copa da Legalidade. Encerrou sua trajetória no Grêmio em dezembro de 1962, depois do Gre-Nal, com um legado de 205 gols em 306 partidas — número que o coloca como o quarto maior artilheiro da história do clube.
No campo nacional, Juarez representou a Seleção Brasileira em 1956 e integrou o grupo que obteve o título pan-americano, uma campanha formada majoritariamente por atletas gaúchos. Após a aposentadoria, o reconhecimento seguiu: em 1996 foi incluído na Calçada da Fama do Estádio Olímpico; entre 1983 e 2013 atuou como conselheiro do clube; e em 2023 recebeu homenagem oficial na Arena do Grêmio ao completar 95 anos.
A trajetória de Juarez transcende números: sua longevidade como dirigente e a presença em cerimônias de homenagem mostraram um vínculo duradouro com o clube. O Grêmio registrou luto e prestou solidariedade à família, enquanto torcedores e ex-companheiros relembrem a contribuição do atacante para a história tricolor.
O clube presta condolências à família e relembra a importância de sua contribuição em campo e fora dele.