Julián Álvarez não participou do treino do Atlético de Madrid nesta sexta-feira pelo terceiro dia consecutivo, segundo os jornais espanhóis Marca e As. A ausência, que a assessoria do clube tem tratado como uma indisposição, transforma o atacante em dúvida para o jogo de sábado contra o Sevilha pelo Campeonato Espanhol.

Diego Simeone montou as atividades da semana sem o argentino no trabalho com o grupo, e a situação agrava a preocupação ofensiva do clube, que também acompanha a recuperação de Alexander Sorloth, em tratamento por lesão muscular. A falta de Álvarez desde o início da semana limita as opções do técnico para a partida e pressiona a comissão técnica por respostas imediatas.

O episódio ocorre num momento de tensão entre Atlético, jogador e o Barcelona, que manifestou interesse — segundo a imprensa espanhola. A diretoria do Atlético, reunida em Conselho de Administração, decidiu por unanimidade não abrir negociações com o clube catalão e acusou a condução do interesse de faltar a critérios de ética e profissionalismo. O CEO Miguel Ángel Gil Marín afirmou que o jogador está em situação pessoal difícil e disse não prever venda enquanto estiver no cargo, mas não descartou buscar alternativa caso Álvarez entenda ser insustentável permanecer.

A relação do atacante com parte da torcida também se deteriorou: ele foi vaiado na estreia contra o Villarreal, o que aponta para um ambiente interno sensível. Com a janela inglesa fechando na próxima terça-feira, os próximos dias ganham caráter decisivo — tanto para o desfecho da negociação quanto para a administração do elenco. Em campo, o Atlético precisa conciliar postura firme da diretoria com a urgência de não perder um dos seus principais jogadores sem um plano claro de reposição.