Julián Álvarez precisava de um único lance para mudar o roteiro de sua Copa: aos seis minutos do segundo tempo da prorrogação, o atacante acertou um chute no ângulo que deu à Argentina a vantagem na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça. O gol devolveu protagonismo ao jogador, que vinha com participação reduzida nas primeiras fases do torneio.
O destaque em campo converteu-se em movimentação nos bastidores. Fontes relacionadas às negociações dizem que Real Madrid, Barcelona e PSG sondaram o atacante do Atlético de Madrid, com ofertas relatadas em cerca de €150 milhões (próximo a R$ 900 milhões). O Atlético recusou proposta do Real e condicionou qualquer negociação ao pagamento integral da multa rescisória de €500 milhões.
O PSG chegou a preparar proposta entre €140 milhões e €150 milhões, enquanto o Barcelona ainda não formalizou oferta, embora conte com o aval do próprio jogador, que rejeitou recentemente renovação oferecida pelo Atlético. Analistas do mercado apontam que a oferta do Real pode ter exercido papel tático para inflacionar o preço, num momento em que o Barça busca sucessor para Lewandowski.
A dinâmica expõe um dilema comum: clubes com alto poder de fogo testam limites financeiros, mas uma cláusula extremamente alta preserva a posição do Atlético e complica saída imediata. Para Álvarez, a exibição na Copa amplia seu poder de negociação; para os clubes interessados, resta decidir até que ponto irão traduzir projeção esportiva em desembolso recorde na próxima janela.