Julián Álvarez aparece na lista de relacionados do Atlético de Madrid para a estreia do Campeonato Espanhol, neste domingo, contra o Villarreal, no Metropolitano. A presença do argentino no time — e sua utilização por Diego Simeone — ganha peso político diante de um conflito que já dura meses entre o jogador e o CEO Gil Marín.
O impasse tem origem no pedido público de Álvarez para deixar o clube e no valor da multa rescisória: 150 milhões de euros. Em junho houve proposta formal do Real Madrid dentro do montante, mas a transferência não avançou. Posteriormente, o jogador manifestou o desejo de jogar no Barcelona, e surgiram contatos com outros clubes, inclusive oferta do Arsenal que, segundo a imprensa espanhola, chegou a ser aceita pelo Atlético e foi recusada pelo atacante.
Nos treinos, o argentino segue integrado, porém com postura descrita como mais fria e distante em relação ao técnico que o contratou em 2024. Simeone evitou críticas públicas e disse que Álvarez tem treinado respeitando os companheiros. Do lado do empresário, Fernando Hidalgo respondeu com dureza a insinuações do clube, ampliando a tensão pública entre as partes.
O cenário que chega ao Metropolitano é, portanto, de risco de fricção com a torcida e de desgaste institucional: o Atlético precisa decidir se mantém posição rígida sobre valor da multa e controle de saída, ou se abre caminho para uma solução negociada que evite atrito no time logo no início da temporada. A decisão terá impacto imediato no ambiente esportivo e na gestão do vestiário.