A estreia do Paraguai na Copa do Mundo terminou em goleada e reação exigida. A seleção foi superada pelos Estados Unidos por 4 a 1, resultado que expôs fragilidades coletivas e deixou a equipe sob pressão para reagir já nas próximas partidas. Um dos rostos mais visíveis após o revés foi Julio Enciso, que descartou desculpas públicas e tentou transformar a derrota em combustível para o grupo.
Enciso deixou claro que não usaria suas condições físicas como justificativa. O atacante de 22 anos recuperou-se de tratamento intensivo após deixar o amistoso contra a Nicarágua na maca e, apesar do susto recente, entrou em campo na estreia da Copa. Ao falar com a imprensa, mostrou gratidão por cumprir o sonho de disputar a competição e prometeu trabalhar para devolver alegria à torcida paraguaia.
Formado no Libertad, Enciso chegou à seleção principal em 2021 e rapidamente virou referência entre os mais jovens. Em 2022 foi negociado pelo Brighton por cerca de R$ 65 milhões, trajetória que incluiu empréstimo ao Ipswich Town antes da venda ao Strasbourg. Na última temporada pelo clube francês anotou 12 gols e deu nove assistências; pela seleção soma quatro gols em 31 jogos.
O próximo compromisso é contra a Turquia, no dia 20, em Santa Clara, partida que vira prova de reação. A derrota para os EUA amplia a cobrança sobre a equipe e sobre nomes como Enciso, que agora assume papel duplo: conciliar recuperação física e liderar a resposta dentro do campo. Para o Paraguai, a janela seguinte não é apenas oportunidade de resultado, mas teste sobre capacidade de ajuste e resiliência.