O Juventude viu escapar uma vitória que vinha desenhada aos 56 minutos do segundo tempo e acabou em 2 a 2 com o Ceará, neste domingo, após um pênalti marcado nos acréscimos. O lance final transformou o empate em tema central da noite, com o clube publicamente criticando a revisão e a condução da arbitragem.

Na jogada que definiu o placar, a bola desviou no braço de um defensor dentro da área; o árbitro, em princípio, sinalizou escanteio, mas voltou atrás depois do chamado do VAR e assinalou o pênalti. O Juventude também questionou a marcação de falta em lance anterior envolvendo Raí Silva no primeiro gol do Ceará e contestou os 11 minutos de acréscimo concedidos na etapa final.

A irritação do clube ganhou tom institucional: três dias antes, a CBF admitira erro em lance contra o Juventude — episódio que já havia elevado a tensão — e, após o jogo no Castelão, dirigentes e torcedores criticaram até a qualidade da imagem usada na revisão, comparada nas redes a uma câmera de baixa resolução. Em meio ao protesto, a segurança precisou intervir para proteger o árbitro ao término da partida.

A derrota na prática virou empate e mantém o time de Caxias do Sul com 61 pontos, na segunda colocação por ora; a vantagem pode se reduzir caso o Vila Nova vença. Além da frustração imediata, o episódio amplia a pressão sobre a arbitragem na reta final da Série B e reforça a cobrança do Juventude por providências formais da CBF enquanto o clube disputa a vaga na ponta da tabela.