Kaio Jorge virou personagem central dos confrontos entre Cruzeiro e Atlético-MG. Em oito clássicos com a camisa celeste, o atacante marcou seis vezes — só o Grêmio recebeu mais gols dele no país — e teve participação decisiva nas fases mata-mata, inclusive com atuações que garantiram vagas na Copa do Brasil.

Além dos gols, o camisa 19 se notabilizou pelas comemorações e provocações nas decisões. Na eliminação alvinegra pela Copa do Brasil, exibiu uma galinha de plástico e, em outro episódio, comemorou junto a Bolasie comendo um balde de frango. Na final do Estadual, suas atitudes voltaram a repercutir nas redes e no campo, com registro de gesto segurando um galo de pelúcia.

A rotina de contratempos disciplinares acompanha o desempenho: Kaio recebeu dois cartões vermelhos nesses clássicos — um durante a confusão generalizada que fechou a final do Mineiro, com 25 expulsos, e outro no Brasileirão por um gesto contra a arbitragem, revisado pelo VAR. Na ocasião ele pediu desculpas publicamente. Em outro duelo, fingiu ingerir líquido após ser alvo de copos arremessados.

A mais recente polêmica envolveu o choque com o zagueiro Ruan Tressoldi, que deixou o campo e foi avaliado em hospital; o lance foi marcado como falta, mas não gerou cartão a Kaio. A procuradoria do STJD denunciou o atacante e, em julgamento, ele recebeu advertência. O quadro mostra um jogador que soma impacto esportivo e risco disciplinar — fator que pesa na relação com a torcida rival e na gestão do clube.