Kaio Jorge terminou a campanha da Libertadores sem marcar um único gol pelo Cruzeiro, apesar de entrar em campo em sete dos oito jogos disputados pelo time. A ausência foi na derrota para a Universidad Católica, no Mineirão, quando o atleta já lidava com um problema crônico no púbis que condicionou sua utilização ao longo do primeiro semestre.
No torneio continental o atacante acumulou 611 minutos, 14 finalizações (média de duas por jogo) e contribuiu com duas assistências — uma delas no jogo contra o Boca Juniors, no Mineirão. Mesmo assim, sua referência como artilheiro do clube no ano, com 15 gols, não se traduziu em produtividade na competição que acabou sendo eliminada nas oitavas pelo Flamengo.
O dado mais preocupante para o Cruzeiro é coletivo: a equipe marcou apenas dez gols em toda a Libertadores, com Matheus Pereira sendo o artilheiro do time na competição, com quatro tentos. A dependência de soluções individuais e a falta de efetividade ofensiva ficaram evidentes diante de adversários de maior porte, cenário que terminou por selar a eliminação.
A trajetória de Kaio Jorge em 2024 mostra duas faces: protagonista no Campeonato Mineiro e importante no Brasileiro e na Copa do Brasil, mas limitado na principal competição continental — um contraste que aponta para questões físicas e de adaptação tática. Para o clube, a lição é clara: não basta ter um artilheiro no papel se o conjunto não transforma chances em gols nas partidas decisivas.