Bayern de Munique e Paris Saint-Germain se enfrentam nesta terça-feira, às 16h (horário de Brasília), no Parc des Princes, no jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões. Para Harry Kane, 32 anos e autor de 53 gols na temporada, a vaga na decisão representa a chance de conquistar o único grande troféu que falta à sua carreira.

A trajetória de Kane é atípica para um camisa 9 com sua produção: depois de mais de uma década no Tottenham, o atacante só ergueu seu primeiro título como profissional na temporada passada, com o Campeonato Alemão, e somou à temporada a Supercopa da Alemanha e mais um título nacional. Ainda assim, a Champions segue como parâmetro definitivo de prestígio individual e coletivo — um ingrediente que pesa em premiações e legado.

O PSG, campeão em 2024/25, serve de exemplo para os demais semifinalistas. Alimentado por investimentos de longa duração, o clube francês sofreu derrotas e eliminações em decisões — inclusive a final de 2019/20 contra o Bayern e semifinais em 2020/21 e 2023/24 — antes de finalmente erguer a taça. Arsenal e Atlético de Madrid chegam ao mata-mata lembrando que a persistência e acertos táticos podem valer a afirmação continental.

Do ponto de vista histórico, o Bayern segue como o semifinalista mais vitorioso, com seis títulos europeus, mas, dentro do clube, a exigência é transformar domínio doméstico em glória continental. Para Kane, vencer a Champions não será apenas coroar uma temporada individual brilhante, mas consolidar um capítulo ainda inacabado em sua trajetória. O duelo no Parc dos Príncipes promete testar essa ambição já no primeiro confronto.