O primeiro tempo de Inglaterra e RD Congo foi marcado por um lance que dominou a repercussão: aos 42 minutos, Harry Kane invadiu a área, driblou o goleiro Mpasi e caiu após contato nos pés. O VAR revisou a jogada, mas não orientou a ida do árbitro ao monitor — na prática, a cabine entendeu que não havia pênalti suficiente para alteração do lance.
A controvérsia, porém, não definiu o placar. Na etapa final, Kane marcou duas vezes e virou a partida, garantindo a classificação inglesa às oitavas de final, onde o time enfrenta o México. O resultado devolveu à seleção a tranquilidade imediata que o episódio do primeiro tempo ameaçava tirar.
A imprensa britânica repercutiu o episódio com tom crítico. Principais jornais e tabloides descreveram o lance como controverso e destacaram que a não chamada do árbitro ampliou o debate sobre critérios do VAR. Veículos lembraram ainda que momentos como esse podem transformar o clima em torno da equipe mesmo em jogos com desfecho favorável.
Do ponto de vista esportivo, o episódio tem duas leituras: alivio para a seleção por conta da virada e sinal de alerta sobre consistência da arbitragem eletrônica em momentos decisivos. Com a vaga assegurada, a Inglaterra evita pânico imediato, mas a discussão sobre o episódio deve seguir até o confronto de mata-mata, quando margem de erro é menor.