A Inglaterra soma oito gols na Copa do Mundo, cinco deles de Harry Kane — dois na vitória sobre a RD Congo que classificou o time às oitavas. Bellingham anotou dois e Rashford, um. Com os dois tentos, Kane chegou a 13 gols em Copas, ultrapassando Pelé, que tem 12.

Além da eficiência na área, Kane tem mostrado atributos de organizador: sai da posição de centroavante, participa da construção e desequilibra fora da grande área, como fez em clubes. Esse repertório aumenta seu valor, mas também aprofunda a dependência: entre os atacantes, só Rashford balançou as redes; Madueke ainda não tem gol ou assistência na competição.

No banco, Gordon entrou e deu duas assistências, argumento para Tuchel pensar em mudanças: o técnico deve escalar Gordon pela esquerda e Madueke pela direita contra o México, com Saka disputando vaga. A alternativa existe, mas exige adaptação rápida: se Kane for neutralizado, a seleção pode ficar sem referência clara de gol.

Há ainda fator externo: a delegação inglesa foi recebida com vaias e gritos de torcedores mexicanos, num ambiente hostil que aumenta a pressão no Estádio Azteca. Se a dependência por Kane continuar, a Inglaterra pode ver a partida deste domingo como teste decisivo — e pagar caro pela falta de opções ofensivas.