Quase uma semana após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo, Mario Kempes usou sua posição de ídolo para frear as teorias conspiratórias que se espalham entre torcedores argentinos. Em vídeo publicado no Instagram, o campeão e artilheiro de 1978 reconheceu que a seleção não esteve no mesmo nível dos jogos anteriores e pediu serenidade.
Kempes lembrou que oscilações fazem parte do futebol e reclamou do eco dado a versões sem prova nas redes sociais. Segundo o ex-atacante, insistir em explicações externas — em vez de avaliar o desempenho — só prejudica quem tem interesse real na equipe, do torcedor ao corpo técnico.
As especulações ganharam força dias depois da final: há publicações que afirmam que a Copa estava “destinada” à Espanha ou que jogadores argentinos teriam entrado em campo já sabendo que não poderiam vencer. Um exemplo citado por internautas foi um corte de bola de Pau Cubarsí na pequena área, que passou a ser apresentado como prova de um suposto lance validado indevidamente.
O apelo de Kempes é técnico e moral: ser exigente com a seleção, mas com base em fatos verificáveis. Para o ídolo, a discussão produtiva sobre o que falhou em campo — escolhas táticas, intensidade e rendimento — é mais útil do que narrativas conjecturais que desviam a atenção da análise esportiva.