Keny Arroyo abriu o placar para o Cruzeiro aos 7 minutos do segundo tempo contra o Flamengo, no Mineirão, mas a celebração deu lugar a um momento tenso na saída de campo. Ao ser substituído, o atacante recebeu uma bronca visível do técnico Artur Jorge, que apontou o dedo enquanto Arroyo deixava o gramado. No banco, o jogador reclamou da troca, mas a reclamação foi contida por Matheus Henrique, que entrou em diálogo com o jovem.

Após a partida, Arroyo relativizou o episódio e disse compreender a dinâmica do vestiário — não queria sair, mas reconhece que o técnico faz escolhas pensando no time. O registro mostra, porém, um desafio diário para a comissão técnica: equilibrar a energia e a autoconfiança de jogadores jovens com a disciplina tática exigida em jogos de alto risco, sobretudo em competições como a Libertadores.

Além do lance no Mineirão, o episódio reacende a atenção ao percurso do equatoriano na Raposa. Arroyo quebrou um jejum de gols que perdurava desde maio, mas também traz polêmicas extracampo: já declarou torcida pelo Barcelona do Equador e esperava repercussão no clube; fora isso, teve duas convocações à seleção do Equador em 2024 e lamentou ficar fora da lista para a Copa do Mundo, objetivo que a transferência ao Cruzeiro buscava recuperar junto ao treinador nacional.

No jogo, o Cruzeiro saiu na frente, mas o Flamengo respondeu e igualou com Lucas Paquetá. Mais do que o resultado, a sequência do episódio — do gol à bronca e à reação do banco — aponta para a necessidade de gestão de elenco em uma equipe que mescla jovens promissores e metas imediatas de resultado. Para Artur Jorge, acomodar temperamento e disciplina será peça-chave nas próximas partidas.