Kimi Antonelli confirmou neste domingo em Mônaco que a sequência de vitórias não é obra do acaso: ao vencer pela quinta vez seguida, o jovem italiano ampliou um momento de domínio raro na F1 e deixou claro que, para já, é o principal candidato ao título. A performance ganha ainda peso pela corrida de George Russell, fora da zona de pontos, e por o circuito monegasco — tradicionalmente adverso a grandes diferenças — ter sido palco da vitória da Mercedes.

A evolução de Antonelli impressiona justamente pela maturidade que contrasta com sua pouca idade. Em entrevista após a prova, o piloto atribuiu o salto de rendimento a uma mudança de mentalidade e foco. A troca de gerações na Mercedes — que recebeu Antonelli para a vaga aberta por Hamilton — parece ter funcionado: a equipe teve desempenho consistente mesmo em uma pista em que se previa dificuldade técnica.

O domingo também mostrou movimento entre os rivais. Hamilton, com dois segundos lugares consecutivos, aparece como vice-líder e confirma reação da Ferrari; a Red Bull teve um dia irregular, beneficiando o pódio do novato Isack Hadjar. A prova foi marcada por incidentes e por uma bandeira vermelha gerada por asfalto solto na curva 19, que transformou as voltas finais num “mini GP” de oito voltas — mais agitado, com ultrapassagens e punições, mas sem alterar o resultado na frente.

Há sinais de que a temporada seguirá mais disputada que o começo sugeria: a Ferrari encurta distâncias, a Red Bull pode reagir, e montadoras como Audi mostram potencial de chassi mesmo com defasagem de motor, segundo pilotos. Ainda assim, o ritmo de Antonelli e o acerto da Mercedes em pistas diversas colocam o italiano em posição de vantagem imediata — um favoritismo que rivais precisarão trabalhar para desconstruir nas próximas etapas.