Autor do primeiro gol na vitória por 2 a 1 sobre o Aston Villa, na final da Supercopa da Uefa, Khvicha Kvaratskhelia reforçou o papel determinante que vem desempenhando no Paris Saint-Germain. Desde que chegou ao clube, em janeiro do ano passado, o atacante de 25 anos já levantou nove troféus em 81 jogos — uma média que chama atenção: um título a cada nove partidas e praticamente uma taça a cada dois meses.
Mais do que somar taças, Kvaratskhelia tem sido o diferencial do PSG em competições continentais. Ele foi eleito o melhor jogador da última Champions League após participações decisivas na reta final, e nas últimas nove partidas europeias colecionou 12 participações em gols — oito marcados, três assistências e um pênalti sofrido. Números assim explicam por que passou a ser referência dentro do elenco.
A presença do georgiano acelera a transição do PSG de mero colecionador de conquistas domésticas para uma força com peso real na Europa. Atingir esse patamar, com regularidade, também aumenta o capital esportivo do clube e do jogador: o técnico do Aston Villa, Unai Emery, chegou a considerá-lo entre os postulantes à Bola de Ouro, avaliação que ganha força na medida em que as atuações europeias se repetem.
O próximo teste imediato é a Supercopa da França, contra o Lens, neste domingo. Se a sequência de títulos e o rendimento individual se mantiverem, Kvaratskhelia seguirá não só acumulando troféus, mas consolidando uma narrativa de protagonismo europeu — e obrigando adversários e comentaristas a ajustarem a conta sobre o real impacto do atacante no projeto do PSG.