Marcos Lamacchia, empresário à frente da Almirante Participações e identificado como possível comprador da SAF do Vasco, marcou presença em São Januário no dia do jogo contra o Cruzeiro. Ele circulou pelo gramado, acenou para a torcida e ocupou o camarote da presidência ao lado do presidente Pedrinho. Na arquibancada, uma bandeira com imagem sua e do pai o saudou: 'bem-vindo à Barreira do Vasco'.
O movimento ocorre em paralelo à publicação, na sexta-feira, do edital que regula a venda da SAF. Pelo documento, está em disputa a UPI Equity, equivalente a 90% do capital social da empresa que gerirá o futebol. A oferta apresentada pela Almirante fixou a referência mínima para concorrentes — segundo interlocutores, o aporte inicial apontado gira em torno de R$ 500 milhões — e passará a ser parâmetro público do processo.
O caráter público do edital abre espaço para outros interessados, inclusive com possibilidade de manifestações em sigilo, mas também expõe o negócio ao crivo interno do clube. Se não surgir proposta superior, a oferta de Lamacchia tende a ser declarada vencedora; ainda assim, a conclusão depende das etapas internas do Vasco, com aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral previstas no rito.
A presença do empresário em São Januário tem leitura política e comunicacional: além de aproximá‑lo da torcida, reforça a imagem de candidato natural ao controle da SAF e coloca pressão sobre os prazos do processo. Resta ver se a disputa atrairá concorrentes ou se o caminho se dará em sombra, levando a decisões da administração e dos sócios sobre um negócio de impacto financeiro e institucional para o clube.