Aos 18 anos, Lamine Yamal atravessa a Copa do Mundo como o jogador que parece apressar o relógio do futebol. Autor de um gol já no primeiro jogo como titular contra a Arábia Saudita, o atacante do Barcelona soma feitos pela idade e carrega o peso típico dos protagonistas em grandes torneios.
A acelerada trajetória, no entanto, tem um traço de disciplina pouco comum: há pouco mais de dois anos, ainda com 16, Yamal conciliou a rotina de treinos e partidas com a obrigação escolar. Aproveitava períodos livres em concentrações para assistir aulas online, fazer provas em tablets e concluir a Educação Secundária Obrigatória — tudo enquanto já brilhava nas seleções de base.
Para quem acompanha a Espanha, esse equilíbrio explica parte do amadurecimento precoce. A ascensão ao time principal aos 16 anos e a sucessão de recordes não foram apenas fenômenos de talento, mas também sinais de uma postura profissional e de responsabilidade que o diferenciam de jovens prodígios tratados só como promessas.
Hoje, Yamal ocupa papel de liderança: a maneira como é buscado pelos companheiros em campo e a presença constante na criação ofensiva transformaram-no em referência da seleção. Nesta sexta-feira, a Espanha encara o Uruguai em Guadalajara na rodada final do Grupo H — um jogo que pode confirmar o novo patamar do atacante e potencialmente catapultá‑lo ao grupo dos grandes nomes do futebol mundial.