Lamine Yamal, uma das promessas mais observadas da seleção espanhola na Copa do Mundo de 2026, assumiu em entrevista que ainda pode evoluir no torneio. O atacante de 18 anos fez uma autocrítica pública e disse não estar satisfeito com o que apresentou até agora, afirmando que se exige mais e que não considera seu rendimento suficiente para o momento decisivo da competição.
O jogador lembrou que chegou ao Mundial após um período parado por lesão e destacou a importância de recuperar ritmo de jogo. Segundo ele, minutos em campo são essenciais para encontrar consistência: ficar dois meses fora não é o mesmo que encadear partidas e isso tem impacto direto na performance. Para Yamal, seu melhor momento tende a aparecer nas fases eliminatórias, quando diz sentir-se mais motivado.
Sobre as cobranças externas, o jovem tratou críticas como combustível: transforma questionamentos em incentivo para elevar o padrão. No mesmo tom comedido, enalteceu o nível exibido por Lionel Messi no torneio — impressionante, segundo ele — e celebrou a presença de veteranos como referência para a nova geração. A postura revela maturidade, mas também aumenta a expectativa sobre o papel que terá nas quartas.
A Espanha encara a Bélgica pelas quartas e precisa de mais da sua promessa para avançar. A autocrítica de Yamal funciona como aviso: sem ritmo e com pressão crescente, a seleção dependerá tanto do talento individual quanto da capacidade coletiva de protegê‑lo e potencializar sua influência nas etapas decisivas.