Com a defesa mais sólida do torneio — sofreu apenas um gol até chegar à decisão — a Espanha tem na organização defensiva sua principal arma para a final da Copa do Mundo. O zagueiro Aymeric Laporte, líder do setor, enfatizou esse preparo, mas deixou claro que a partida terá uma variável extra: a intensidade da Argentina.
Laporte criticou a tolerância que, segundo ele, alguns árbitros tiveram diante de ações da seleção sul-americana ao longo do torneio. Os números sustentam a preocupação: a Argentina soma nove cartões amarelos e é a equipe que mais cometeu faltas (88) — oito a mais que a Espanha, terceira nesse ranking — e não recebeu nenhum cartão vermelho até agora.
Para o defensor, não se trata de reclamar da força em si, mas de evitar que ‘recados’ e condutas que desestabilizem o adversário sejam deixados passar. 'Tem que haver alguém que supervisione essas ações e garanta que seja futebol e não outra coisa', disse Laporte, ressaltando que a arbitragem pode transformar a disputa em caos caso não exerça controle.
A Fifa designou o esloveno Slavko Vincic como árbitro da final, com Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic como auxiliares; o jordaniano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro e o alemão Bastian Dankert ocupará a cabine de vídeo. Além do aspecto disciplinar, há também o desafio individual: Lionel Messi é o artilheiro do torneio, com oito gols e quatro assistências, e representa a ameaça que a defesa espanhola terá de neutralizar.