Charles Leclerc vive um fim de semana para esquecer em Montreal. Desde os treinos livres o monegasco queixou‑se de falta de sensação com o carro e, após a fase decisiva da classificação, avisou que ou terminaria 'no muro, ou em oitavo' — previsão que se confirmou quando fechou a sessão na oitava colocação.

A sessão foi marcada por instabilidade: na primeira etapa a equipe chegou a pedir que Leclerc levasse o carro aos boxes por suspeita de problema; na segunda o piloto ficou na zona de eliminação, reagiu com duas voltas rápidas, mas não conseguiu mais do que o oitavo posto, a 0s398 do pole George Russell. Lewis Hamilton, quinto, ficou entre os dois ferraristas da disputa pela frente.

Leclerc foi direto nas avaliações: chamou o fim de semana de um dos piores da carreira, relatou pneus e freios 'fora da janela' de operação e disse ter sentido que colocaria o carro no muro a cada curva. Pede à equipe ar limpo na pista para conseguir uma volta sem interferência e aguarda a análise dos dados técnicos para entender as causas do mau rendimento.

O diagnóstico incompleto preocupa a Ferrari: largar em oitavo complica a estratégia para a prova no circuito Gilles Villeneuve e aumenta a pressão por ajustes finos em pista. O GP do Canadá tem largada prevista para as 17h (de Brasília), com transmissão ao vivo do Sportv 3 e cobertura em tempo real na imprensa especializada.