O Leicester City teve o rebaixamento à terceira divisão inglesa confirmado após o empate por 2 a 2 com o Hull City. Com 42 pontos e na 23ª posição, o time não alcança mais o Blackburn, 21º colocado com 49 pontos; restam duas rodadas para o fim da Championship 2025/26.
A queda ocorre num momento de desgaste administrativo agravado por uma dedução de seis pontos aplicada por uma comissão independente, que considerou infrações às normas de lucro e sustentabilidade relativas a um período de três anos até 2023/24. O clube classificou a sanção como "desproporcional", mas o impacto na briga contra o rebaixamento foi decisivo.
A trajetória do Leicester nas últimas temporadas mostra erros de planejamento financeiro e esportivo. Depois do título histórico de 2015/16 e da taça da Copa da Inglaterra em 2021, o clube alternou rebaixamento (2023), retorno à Premier League (2023/24) e nova queda em 2024/25. Mesmo após cortar 48% da folha salarial, o clube manteve a maior folha da Championship, o que pesou diante da brusca redução de receitas de TV e patrocínio ao sair da elite.
A liderança do clube — em especial o presidente Aiyawatt "Top" Srivaddhanaprabha e o diretor de futebol Jon Rudkin, além da ex-CEO Susan Whelan, que saiu em outubro — é apontada por torcedores como responsável pela crise. Protestos no King Power Stadium pedem mudanças. Além do impacto esportivo, a queda para a League One aumenta o risco financeiro e exige revisão urgente da gestão para recuperar receita e confiança.