A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que abrirá ação judicial contra Luiz Eduardo Baptista (Bap), do Flamengo, caso o rival mantenha insinuações sobre a negociação envolvendo o enteado de Leila e a compra da SAF do Vasco. A dirigente deixou claro que seu mandato vai até dezembro de 2027 e que não tem participação na transação, posicionamento enviado à imprensa como resposta direta às declarações de Bap.
Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia e enteado de Leila, está em tratativas para comprar 90% da SAF do Vasco. Bap reagiu publicamente, dizendo que a relação familiar poderia tornar o negócio ilegal e sugeriu que Leila deixasse a presidência para que a aquisição fosse concluída — alternativa que ela descartou, reiterando não ter relações comerciais com o negociador e classificando a postura do rival como intromissão.
Além da disputa sobre a SAF, o confronto ganhou contornos de polêmica arbitral. Bap declarou estranhamento com a escalação de árbitros em jogos entre Flamengo e Palmeiras e apontou tolerância desigual. Leila rebateu, citando lances em que, segundo ela, o Flamengo foi beneficiado, e criticou a narrativa que tenta vincular o resultado das partidas a erros de arbitragem como justificativa única para derrotas.
A troca de farpas expõe uma disputa que mistura rivalidade esportiva, interesses em negócios envolvendo clubes e potencial risco jurídico apontado pelo presidente do Flamengo. Por ora, as acusações permanecem no campo da retórica: Leila promete resposta judicial se as insinuações prosseguirem, e a negociação pela SAF do Vasco segue sob atenção pública, com reflexos na imagem das diretorias envolvidas.