Em discurso na sede da CBF, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, minimizou as críticas à celebração de Paulinho que encerrou a vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo no Maracanã. Ao tratar o episódio como parte da vivência do jogo, Leila afirmou que cabe à arbitragem avaliar o que é falta de respeito e aproveitou para reclamar da “falta de critério” dos juízes, ainda que tenha dito acreditar no trabalho da confederação para correções.
O lance já provocou atrito em campo: após o sinal de silêncio feito por Paulinho, jogadores do Flamengo e do Palmeiras se estranharam, e imagens circulando nas redes mostraram o atacante palmeirense no momento da comemoração. O clube e a própria presidente replicaram fotos do gesto, gesto que alimentou a discussão pública sobre limites entre provocação e desrespeito em clássicos.
No mesmo evento, Leila confirmou que o Palmeiras havia pedido à CBF o adiamento do jogo contra a Chapecoense — marcado para o domingo seguinte — devido às ausências por convocações à Copa do Mundo. Ela listou a impossibilidade de contar com nomes como Gustavo Gómez, Sosa, Mauricio, Arias, Piquerez, Emiliano Martínez e Flaco López e disse que, como a solicitação não foi acatada, o clube respeitará a decisão da confederação.
Além do episódio no Maracanã, a presidente comentou temas administrativos: defendeu a padronização de gramados e elogiou estádios com drenagem eficiente, citando a vantagem do sintético em situações de chuva. Também reiterou confiança no técnico Abel Ferreira, afirmando que o treinador tem seu apoio independentemente de oscilações — e que o foco agora é o jogo de quinta-feira pela Libertadores.