A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, reagiu publicamente a uma nota do Flamengo que acusou o Verdão de receber favorecimento da arbitragem. A resposta ocorreu pouco antes do confronto com o Fortaleza, no Nubank Parque, e veio após uma sequência de trocas formais entre os clubes sobre lances polêmicos e a atuação do árbitro de vídeo.

Leila classificou a manifestação rubro-negra como uma intromissão indevida e disse não entender a posição do rival, lembrando episódios recentes que, na visão do clube paulista, contradizem a tese de favorecimento. Em tom raçudo, ela questionou a consistência da crítica e rejeitou a ideia de que o Palmeiras se beneficie sistematicamente das decisões de arbitragem, ao mesmo tempo em que citou decisões passadas como fundamento de sua reprovação.

O confronto de narrativas ganhou força depois que o meia-atacante do Palmeiras passou a ter julgamento marcado no STJD por um lance na vitória sobre o Vitória. O clube divulgou nota questionando a marcação e citou, como paralelo, uma jogada envolvendo Erick Pulgar, do Flamengo. Horas depois, o Fla emitiu um posicionamento extenso alegando favorecimento em decisões de vídeo — um capítulo a mais numa disputa pública que já se arrasta desde o ano passado.

Mais do que retórica, o embate tem implicações práticas: aumenta a pressão sobre árbitros e sobre o próprio STJD, politiza análises de lances e contamina a percepção pública sobre a lisura do campeonato. Para além do theatro das notas oficiais, a sequência reforça a tensão entre dois concorrentes diretos pelo título e mantém a arbitragem como tema central na agenda do Brasileiro.