Neymar sofreu uma lesão de grau 2 no músculo reto femoral da coxa direita, com ruptura parcial de fibras, edema e dor intensa. O departamento médico estima entre seis e oito semanas de tratamento para evitar recaídas, o que deixa o craque fora de pelo menos dez partidas nesta reta final — número que pode subir para 12 ou 13 caso o Santos avance na Copa Sul-Americana e tenha um jogo atrasado do Brasileirão remarcado.

A comissão técnica e o estafe do jogador descartaram acelerar a reabilitação, citando o histórico recente de lesões de Neymar, inclusive no mesmo local no ano passado. Desde o retorno em janeiro, o atacante já passou por problemas na coxa esquerda, no reto femoral da direita, no menisco do joelho esquerdo e na panturrilha direita; em todos os episódios, o retorno levou o prazo máximo previsto ou até mais tempo.

No calendário, o afastamento cruza com jogos decisivos: entre 6 de setembro e 28 de outubro o Santos tem oito rodadas do Brasileirão e, nas próximas duas semanas, decide vaga nas quartas da Sul-Americana contra o Atlético-MG — Neymar é desfalque certo para ida e volta. Em caso de classificação, as semifinais estão previstas entre 13 e 21 de outubro, cenário que pode ampliar sua ausência para 12 partidas, chegando a 13 se o clássico atrasado contra o São Paulo for remarcado nesse período.

Para o Santos, a notícia é um revés prático: além da perda técnica imediata, aumenta a pressão sobre o elenco e sobre a comissão para achar soluções táticas e resultados sem seu principal jogador. O técnico Cuca já sinalizou que o time terá de se virar sem o capitão. Em termos esportivos e políticos internos, a ausência de Neymar amplia o risco de perda de pontos na luta contra o rebaixamento e reduz as chances do clube em uma competição continental, forçando decisões sobre prioridades e gestão de elenco.