A confirmação de uma lesão muscular na coxa direita de Raphinha agravou um problema que já vinha se acumulando no lado direito da Seleção. Em menos de um ano, Carlo Ancelotti perdeu nomes que eram opções naturais para a função — e hoje o setor se apresenta sem um titular incontestável nem um plano B claro.
O ponto de partida da sequência foi a grave lesão de Éder Militão, diagnosticada em abril e com previsão de recuperação apenas no fim de 2026. Em seguida, Estevão sofreu um problema sério na coxa direita e ficou fora até mesmo da pré-lista de 55 atletas. Wesley, convocado como alternativa, foi cortado após sentir o adutor menos de uma semana antes da estreia na Copa, e Vanderson também teve lesão que o afastou.
As chamadas feitas por Ancelotti refletem esse rastro de desfalques: Ederson (Udinese) entrou para suprir a ausência de Wesley, Ibañez foi convocado como opção híbrida entre zaga e lateral, e Rayan terminou ganhando espaço ao substituir Raphinha na partida diante do Haiti. Danilo, que atuou contra o Haiti, aparece hoje como candidato a assumir a posição, função que já desempenhou ao longo da carreira.
No ataque, Endrick surge como alternativa pela direita no elenco, mas suas características diferem do perfil tradicionalmente exigido pelo técnico italiano. A soma de lesões força Ancelotti a testar arranjos improvisados e priorizar versatilidade — uma solução que pode reduzir a consistência defensiva e ofensiva do time se não houver recuperação de peças-chave.