O futuro de Robert Lewandowski voltou a ganhar destaque na imprensa espanhola depois de reportagem do Mundo Deportivo que aponta uma proposta da MLS na casa dos €20 milhões por ano, com bônus — equivalente a cerca de R$ 127 milhões pela cotação atual. Segundo o veículo, o Chicago Fire é o clube que mais pressiona pela contratação, enquanto Milan, Juventus e equipes sauditas também mantêm monitoramento do atacante.

A publicação diz que Lewandowski percebe o desejo do presidente Joan Laporta pela sua permanência, mas também sabe que uma eventual renovação no Barcelona sofreria redução salarial e um papel menos central no projeto esportivo. O próprio jogador teria compartilhado dúvidas com companheiros de elenco. O empresário Pini Zahavi já esteve em Barcelona e se reuniu com Laporta; estão previstas conversas com o técnico Hansi Flick e com o diretor esportivo Deco antes de uma decisão definitiva.

No campo tático, observações externas alimentam o debate sobre o momento do camisa 9. O ex‑técnico Sylvinho chegou a sintetizar a inquietação de adversários sobre como neutralizá‑lo: "Quanto mais longe ficar da área, melhor". A frase ilustra a tensão entre manter um centroavante de renome com participação reduzida ou reconfigurar o ataque para alternativas que garantam mobilidade e intensidade constantes.

Para o Barcelona, a decisão tem dupla leitura: financeiramente, a saída ou a redução do contrato poderia aliviar a folha salarial; esportivamente, implicaria abrir espaço para soluções ofensivas sem o protagonista imediato que Lewandowski representa. A negociação, acompanhada de perto pelo clube e pelo entorno do jogador, deve revelar as prioridades do projeto — entre equacionar finanças e preservar competitividade no curto prazo.