O despacho assinado pela vice-presidente do CAS abriu caminho para que Marcos Rojo atuasse na semifinal da Libertadores, privilegiando a oportunidade esportiva do jogador. A Corte considerou que, em caráter cautelar, a participação não parece comprometer a integridade da competição, mas negou pedido específico que impediria a Conmebol de aplicar sanções depois, caso se verifique irregularidade.

No papel, isso deixa o Estudiantes exposto: o clube contratou Rojo por cerca de 500 mil dólares após perder dois defensores suspensos e teve a inscrição do jogador negada duas vezes pela Conmebol antes de recorrer ao CAS. O próprio documento adverte que cabe ao Estudiantes avaliar os riscos caso o laudo final confirme a inelegibilidade.

O Flamengo, que foi eliminado nos pênaltis após 0 a 0, formalizou oposição à escalação e cita precedentes de punições aplicadas a outros clubes. Do lado rubro-negro há otimismo jurídico, enquanto a Argentina demonstra confiança em manter a vaga. Do ponto de vista esportivo, porém, a decisão cautelar não resolve a controvérsia: ela só suspendeu temporariamente o efeito imediato da negativa de registro.

A situação cria um limbo decisivo para a Libertadores: a competição segue com sua final marcada, mas um eventual pronunciamento adverso do CAS ao Estudiantes pode provocar repercussões esportivas e administrativas. Mais do que uma disputa de campo, o caso volta às mãos dos tribunais e testa a segurança jurídica das regras de registro de atletas na América do Sul.