Gary Lineker, ex-atacante inglês e comentarista da BBC, relatou em um podcast ter dito que Lionel Messi é um jogador mais completo que Cristiano Ronaldo. A declaração, ainda que pessoal, teve repercussão imediata nas redes: segundo Lineker, o astro português deixou de seguir o ex-jogador após o comentário.
O episódio ilustra como a comparação entre Messi e Ronaldo segue sensível e com alto teor simbólico. Mais do que discordância técnica, gestos como o unfollow nas redes ganham carga de representação pública e alimentam rivalidade entre torcidas, mídia e anunciantes. No mundo do futebol contemporâneo, escolhas pessoais das estrelas se transformam rapidamente em pauta.
Lineker soma autoridade ao debate: foi artilheiro inglês em Copas, com seis gols em 1986 e quatro em 1990, e foi o maior goleador por temporadas em três clubes diferentes na Premier League. Esses dados servem para contextualizar a opinião, mas não a transformam em consenso — tratou‑se de uma avaliação pessoal feita em entrevista.
Do ponto de vista jornalístico, o caso é um lembrete da potência simbólica dos ídolos e da atenção pública a declarações de figuras do esporte. Para os dois jogadores, a comparação permanente tem impacto sobre imagem, debates de mídia e, eventualmente, nas dinâmicas comerciais que cercam suas carreiras.