Renan Lodi explicou, em entrevista à TV do clube, a sequência de comemorações numeradas que marcou as duas partidas contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil. O lateral fez o gesto pela primeira vez após o empate por 1 a 1 no Mineirão e repetiu a contagem depois do triunfo por 2 a 1 na Arena MRV, que garantiu a classificação do Atlético-MG. O gol de Lodi na volta saiu aos 24 minutos do segundo tempo, dentro da área.
Ao lado do companheiro, Bernard apresentou o tom da celebração como uma dedicatória: a referência foi ao período de 2020 a 2022, quando o Cruzeiro disputou a Série B. A comemoração, segundo os jogadores, foi dirigida ao arquirrival e teve clara intenção provocativa, dentro dos limites da rivalidade entre as torcidas.
Lodi minimizou qualquer leitura de desrespeito e afirmou que provocações fazem parte do clássico, lembrando que os jogadores adversários também entram nesse clima. Bernard reforçou a ideia de que a celebração era uma resposta natural ao momento e uma forma de exaltar a classificação conquistada no confronto.
Além do efeito imediato nas redes e nas arquibancadas, o gesto cumpre função simbólica: transforma a vitória em narrativa pública sobre o confronto direto com o rival. Em campo, a vaga diminui a pressão sobre o time; fora dele, a comemoração reacende a rivalidade e deve render reação do Cruzeiro, enquanto alimenta a euforia da torcida do Galo.