Luis Zubeldía não é mais o técnico do Fluminense. O clube anunciou a demissão do treinador argentino após uma sequência de oito jogos oficiais sem vitória na temporada. Contratado em setembro de 2025, Zubeldía encerra a passagem de 11 meses com 57 partidas, 27 vitórias, 18 empates e 12 derrotas — aproveitamento de 57,9%.

A decisão foi agravada pela eliminação na Copa do Brasil, nas oitavas, diante do Vasco, e teve como último capítulo o empate sem gols com o Independiente Rivadavia, no Maracanã, pelas oitavas de final da Libertadores. A combinação de resultados e desgaste dentro do elenco acelerou a ruptura entre comissão técnica e diretoria.

A saída do argentino eleva para 14 o número de demissões de treinadores na Série A em 2026, um movimento que inclui nomes de expressão como Renato Gaúcho, Roger Machado, Dorival Júnior, entre outros. O ritmo de trocas confirma um padrão de baixa tolerância a resultados e reduz as margens para projetos de médio prazo.

Além do impacto esportivo imediato — com a campanha na Libertadores e a consistência no Campeonato Brasileiro em jogo — a rotatividade impõe custos institucionais: perda de identidade tática, maior pressão sobre a direção e risco de desgaste financeiro e de imagem. A diretoria do Fluminense terá de decidir entre uma opção de efeito imediato ou um plano com mais continuidade.