Luisão, ídolo do Benfica, reagiu nas redes sociais à decisão da Uefa de punir Facundo Prestianni com seis jogos de suspensão por conduta discriminatória no episódio envolvendo Vinícius Júnior, em fevereiro. Para o ex-zagueiro, a sanção teve efeito prático atenuado e deixou sensação de que a resposta disciplinar ficou aquém do esperado.
O incidente aconteceu após o gol de Vini Jr. no Estádio da Luz, quando a comemoração perto da torcida do Benfica provocou uma confusão em campo. Vini denunciou palavras de teor racista dirigidas a ele; a Uefa enquadrou a atitude como discriminatória. Um jogo já foi cumprido e a entidade condicionou mais três partidas à reincidência no prazo de dois anos.
Na avaliação de Luisão, a condução do caso expõe possibilidades de relativização de ofensas graves: segundo ele, racismo e homofobia têm igual gravidade e a existência de interpretações alternativas pode acabar por amenizar penalidades. O ex-jogador advertiu que essa flexibilidade abre brechas perigosas e compromete a mensagem de tolerância zero que o futebol precisa transmitir.
O posicionamento de um nome com a trajetória de Luisão reacende o debate sobre critérios disciplinares na Europa e aumenta a pressão por decisões mais claras e exemplares. Ele lembra também que, ao defender Vini na ocasião, sofreu reação de parte da torcida — o episódio reforça a necessidade de respostas firmes para impedir que ofensas se tornem tratáveis como mera infração de jogo.