Luiz Henrique adotou um ritual simples e direto: todos os dias se encara no espelho e repete que será o autor do gol decisivo da final da Copa do Mundo. O atacante afirma até visualizar a forma do lance e atribui a prática a exercícios de concentração orientados por um mentor, que busca deixá‑lo tranquilo na hora decisiva.
A rotina coincidiu com uma ascensão real no circuito da seleção. Presente em cinco das seis convocações de Carlo Ancelotti, o jogador ganhou protagonismo e entrou de vez na disputa por vaga no time titular, sobretudo após a lesão de Estêvão. Sua carreira recente — passagem pela Europa, retorno ao Brasil e títulos com o Botafogo — reforça a confiança em torno do seu nome.
Ao falar da seleção, Luiz Henrique destaca leveza: veste a camisa e diz sentir‑se entre amigos, com liberdade para mostrar seu futebol. A postura de entrar em campo sorridente e buscar alegria para a torcida funciona também como estratégia para manter a pressão sob controle e preservar o foco em momentos importantes.
Mais do que otimismo, a rotina de mentalização revela ambição e preparação mental, elementos valorizados em decisões de alto risco. A sequência de convocações e a integração com a equipe técnica o colocam como opção concreta para o desfecho do torneio — resta agora ao jogador transformar a visualização em desempenho quando a partida mais exigir. A entrevista foi concedida antes da apresentação oficial à Seleção.