A Fifa confirmou nesta quinta que Madonna, Shakira e o grupo sul-coreano BTS serão as atrações centrais do show do intervalo da final da Copa do Mundo de 2026, agendada para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A apresentação terá curadoria do cantor do Coldplay, Chris Martin, num marco: é a primeira vez que uma final de Copa terá um show de intervalo.

A entidade justificou a iniciativa como um momento para unir música e futebol e anunciou que parte da ação apoiará o Fundo de Educação para Cidadania Global da própria Fifa, com o objetivo declarado de ampliar acesso à educação e ao futebol para crianças. O comunicado oficial destacou o alcance global do evento como oportunidade de impacto social.

O formato ampliado do Mundial — com 48 seleções e 104 partidas entre 11 de junho e 19 de julho — aumenta o peso comercial e a exposição da competição. Nesse contexto, a decisão de colocar um espetáculo musical na final surge como etapa lógica para maximizar audiência, patrocínios e engajamento em mercados distintos.

A Fifa já testou shows do intervalo na América do Norte durante a Copa do Mundo de Clubes do ano passado, que contou com apresentações de Doja Cat, J Balvin e Tems. A escolha para 2026 combina artistas de perfis e bases de fãs distintas, do pop legado de Madonna ao apelo latino de Shakira e ao fenômeno global do K-pop representado pelo BTS.

Do ponto de vista estratégico, a montagem reúne apelo comercial e simbólico — amplo alcance demográfico e internacional — ao mesmo tempo em que fortalece a narrativa de responsabilidade social da Fifa. Resta acompanhar como o espetáculo será recebido pelo público e pela crítica, e qual efeito terá sobre a imagem e a receita do torneio.