Fayza Lamari, mãe de Kylian Mbappé, determinou a proibição do uso de celulares no centro de treinamento do Caen, clube francês que passou a ser controlado por uma empresa ligada à família do atacante. A medida, anunciada pelo novo diretor esportivo, foi justificada como uma tentativa de melhorar a convivência entre os jogadores e incentivar mais interação dentro do vestiário.
Mathieu Bodme, que assumiu a direção esportiva, descreveu a iniciativa como positiva: segundo ele, atletas passaram a conversar mais e a dividir o tempo no clube. O dirigente também saiu em defesa da gestão familiar diante das críticas recebidas desde a chegada dos novos donos, afirmando que problemas estruturais já existiam antes da aquisição e que é necessário tempo para implementar mudanças.
A empresa de Mbappé investiu cerca de 15 milhões de euros para se tornar acionista majoritária do Caen. Na primeira temporada sob a gestão da família, o clube caiu para a terceira divisão, resultado que a imprensa europeia tratou como frustrante diante das expectativas de acesso à Ligue 2. O rebaixamento colocou a nova administração sob forte escrutínio e tornou urgente a demonstração de eficácia prática do projeto.
A proibição de aparelhos tem caráter simbólico e pode melhorar a rotina e a disciplina diária, mas não substitui a necessidade de reforço técnico, planejamento esportivo e consistência administrativa. Para quem aposta capital e imagem no clube, a cobrança será sobre resultados concretos: recuperar divisões, estabilizar finanças e provar que investimento e gestão andam juntos.