O Manchester United decidiu manter Michael Carrick no comando pelo menos até a partida contra o Chelsea, no sábado, em Stamford Bridge. A opção pela continuidade foi tomada mesmo depois do revés por 3 a 0 diante do Bournemouth, resultado que ampliou para oito a sequência sem vitórias e intensificou pressões internas sobre o técnico.

Fontes da imprensa inglesa indicam que o tema foi debatido em reunião no centro de treinamento de Carrington entre o diretor-executivo Omar Berrada e o diretor de futebol Jason Wilcox. A avaliação considerou tanto o desempenho atual — o United ocupa a 16ª colocação, com apenas sete pontos nas oito primeiras rodadas — quanto a dificuldade prática de encontrar um substituto adequado no curto prazo.

Carrick, que assumiu em janeiro de 2026 após a saída de Ruben Amorim e teve contrato renovado até 2028 após levar o clube ao terceiro lugar e à Champions League, tem agora o desafio de reverter o quadro. A crise de resultados vem acompanhada de ruído interno: o capitão Bruno Fernandes criticou decisões táticas após a derrota por 4 a 1 para o Como e foi reserva contra o Bournemouth. O treinador participou de atividades no centro de treinamento e acompanhou a equipe sub-21, como mostra a movimentação da rotina do clube.

Entre os nomes avaliados para uma eventual troca aparecem Eddie Howe, Julian Nagelsmann e Antonio Conte, segundo a imprensa. Manter Carrick por ora evita uma ruptura imediata, mas o confronto com o Chelsea surge como teste decisivo: novo resultado negativo tende a ampliar o desgaste da comissão técnica e obrigar a diretoria a acelerar opções no mercado sem garantia de solução rápida.