Roberto Mancini foi oficialmente apresentado como novo técnico da seleção italiana em coletiva na sede da Federação Italiana de Futebol, em Roma. Ao seu lado, Claudio Ranieri assumiu o recém-criado posto de diretor técnico, responsável por coordenar o trabalho das categorias e apoiar a recomposição do projeto da Azzurra.

A missão de Mancini é explícita: reconstruir a seleção após o fracasso nas eliminatórias que deixou a Itália fora da Copa do Mundo de 2026. O treinador retorna três anos depois de sua saída, período em que teve passagem pela Arábia Saudita que gerou desgaste junto a parte da torcida e da diretoria. No currículo, permanece o título da Eurocopa de 2021 e a sequência de 37 jogos invictos — elementos que pesaram na decisão da FIGC.

Ranieri, de 74 anos, ocupará o espaço aberto com a saída de Paolo Maldini e trabalhará em sintonia com Mancini para implantar uma identidade técnica e acelerar a transição dos jovens ao time principal. Ambos destacaram a necessidade de recuperar a ligação com os torcedores e de identificar talentos desde as categorias de base, com convocações e treinos mais integrados.

A estreia do novo ciclo está prevista para a próxima janela da FIFA, com compromissos pela Liga das Nações. A combinação entre imagem e resultados será decisiva: Mancini precisa recompor a confiança em curto prazo e Ranieri estruturar um projeto sustentável, sob risco de nova pressão pública caso a seleção não mostre sinais claros de recuperação.