Mandaca foi o nome da noite no Alfredo Jaconi: o volante entrou aos 42 minutos do segundo tempo, aproveitou um rebote na área seis minutos depois e decretou a vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, garantindo a classificação direta do Juventude às oitavas da Copa do Brasil. O gol saiu em momento decisivo, quando a partida caminhava para os pênaltis, e confirmou mais uma atuação de peso do jogador em casa.

A trajetória do atleta é marcada por insistência. Revelado pelo Centro Sportivo Paraibano (CSP) em 2019, ele passou por testes no Corinthians e Fluminense sem sucesso, rodou por Londrina e só chegou ao Juventude depois de um empréstimo ligado ao Corinthians na disputa da Série B em 2023. Participou do acesso à Série A e foi contratado em definitivo ao fim daquele ano — um caminho de altas e baixas que inclui ofertas no futsal e a ameaça da violência no bairro de onde vem.

O apelido vem do bairro Mandacaru, na Paraíba, e traz uma história pessoal forte: Mandaca já passou por uma situação em que foi alvo de um disparo enquanto esperava na rua, episódio que não o afastou do sonho de jogar em campo. No Juventude, está na quarta temporada, com cerca de 140 jogos e 15 gols, muitos deles em momentos decisivos no Alfredo Jaconi, o que o tornou referência para a torcida.

Com contrato até o fim de 2026, o volante é alvo constante de sondagens e o clube busca renovação. A atuação de quarta-feira reforça a importância esportiva e o valor de mercado do jogador; para o Juventude, a decisão sobre um novo acordo terá impacto direto na estabilidade do elenco e na capacidade do clube de segurar pilares numa janela em que times maiores circulam bem no mercado.