A Comissão de Arbitragem da CBF solicitou a instalação da estrutura do impedimento semiautomático no estádio Mané Garrincha, confirmado como palco da final única da Copa do Brasil em dezembro. A providência destrava a realização da decisão na Capital Federal, atendimento considerado essencial pela confederação desde que adotou o formato em jogo único.

A inclusão do equipamento também torna a arena apta a receber partidas do Campeonato Brasileiro, uma exigência que vinha restringindo o uso de alguns estádios. Os custos da instalação estão previstos no contrato entre a CBF e a fornecedora Genius, e a confederação prevê vistorias e ao menos dois testes no local antes da final — modelo que já foi ajustado em partidas de base e no Brasileirão.

O Mané Garrincha havia ficado fora da lista inicial para receber o sistema, porque a CBF havia bancado equipamentos prioritariamente para estádios de clubes da Série A. Em paralelo, clubes como o Palmeiras optaram por custear instalações próprias em sedes alternativas, o que expõe a diferença de capacidade de investimento entre equipes.

Dirigentes da CBF defendem o estádio de Brasília como opção neutra, com infraestrutura hoteleira e logística favoráveis, e há quem proponha transformar o local em sede fixa da final — movimento que mudaria a rotina do torneio e poderia elevar a relevância da capital para jogos da Seleção. Resta acompanhar os testes e eventuais ajustes técnicos antes da confirmação definitiva do cronograma.