No clássico entre Botafogo e Palmeiras no Nilton Santos, um lance aos 23 minutos do primeiro tempo voltou a ser assunto após o apito final: o lateral-esquerdo Marçal derrubou Andreas Pereira na entrada da área quando o palmeirense vinha livre em direção ao gol. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima marcou a falta e aplicou cartão amarelo.
Na transmissão, o comentarista de arbitragem PC de Oliveira avaliou que o lance configurava expulsão — critério que, em sua visão, não foi observado pelo trio de arbitragem nem pelo VAR, chefiado por Gilberto Rodrigues Castro Júnior. Jogadores do Palmeiras, sob comando de Abel Ferreira, chegaram a pedir cartão vermelho na beira do campo.
O VAR foi acionado na comunicação e, depois de indicada a revisão, o árbitro manteve a marcação de falta e liberou a cobrança sem alterar a punição para vermelho. Andreas Pereira, na saída para o intervalo, assumiu que sofreu a ação do defensor e ressaltou que era o último homem no lance, justificando a reclamação palmeirense.
A decisão reacende o debate sobre consistência disciplinar em lances de último homem e sobre o papel do VAR em partidas decisivas. Para o Botafogo, a manutenção do amarelo poupou o lateral de cumprir suspensão; para o Palmeiras, gerou sensação de falha no critério aplicado, fato que alimenta discussões sobre intervenção e transparência nas decisões de arbitragem.