O Fluminense tem pouco tempo para lamentar: perdeu por 1 a 0 para o Flamengo, mas já volta a campo na quarta-feira, no Maracanã, para a ida da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. Marcão preferiu manter mistério sobre a escalação, mas garantiu ter uma base definida em mente.

O treinador mandou um time misto no clássico e afirmou que a montagem da equipe de domingo levou em conta o duelo continental. Segundo ele, os jogadores estão 'inteiros e conscientes', argumento usado para justificar o rodízio e o cuidado com a condição física do elenco diante do calendário apertado.

Marcão também comentou a polêmica da arbitragem. Antes de sua fala, o presidente Mattheus Montenegro já havia criticado a atuação do árbitro Rafael Rodrigo Klein e do VAR Daniel Nobre Bins, e o clube emitiu nota oficial sobre a não expulsão do volante Pulgar e dois possíveis pênaltis não marcados.

O técnico definiu a imagem do lance de Pulgar em Castillo como indiscutível e classificou a entrada como absurda; afirmou que houve pelo menos três lances que poderiam ter mudado o jogo, citando ainda episódios com Ortiz, Cannobio e o choque envolvendo Savarino e Alex Sandro. Marcão defendeu aplicação igual de critério por parte da arbitragem.

Na ponta prática, o discurso tem dupla função: proteger o elenco e preservar leitura tática para a semifinal, mas também é sinal de desgaste institucional que pode deslocar foco antes de um confronto decisivo. Resta transformar a 'base' anunciada em escalação e foco total contra um Palmeiras embalado ofensivamente.