Marcão foi efetivado no comando do Fluminense após a vitória por 2 a 1 sobre o Remo, no Maracanã. O triunfo — o terceiro jogo desde que passou a dirigir a equipe — foi o cenário para o presidente Mattheus Montenegro anunciar a permanência do técnico antes da coletiva. A decisão devolve estabilidade ao vestiário, mas também amplia a responsabilidade pela sequência da temporada.
O treinador deixou claro que assume a função com empenho total e reconhece que o tempo para mostrar serviço é curto: em um clube do tamanho do Fluminense, resultados aceleram julgamentos. Na preparação para o duelo, a comissão técnica reduziu trabalhos em campo e intensificou correções por vídeo; com cinco dias livres até o próximo compromisso, Marcão espera colocar ajustes mais específicos.
No aspecto tático, o técnico rejeitou a ideia de montar um time de transição ou retranca. Pela leitura do elenco, ele defende uma equipe que proponha jogo: uma proposta mais apoiada, com protagonismo, leveza e organização. Marcão também destacou o papel importante de jogadores experientes na reação, usando a estabilidade emocional do grupo para virar partidas.
A utilização da base foi outro ponto enfatizado: nomes de Xerém como Júlio Fidelis e Riquelme entraram por necessidade (suspensão de Guga e lesão de Samuel Xavier) e correspondem às oportunidades. O treinador prometeu abrir espaço quando os jovens estiverem prontos. A efetivação deve agradar torcedores e dar clareza ao projeto, mas também aumenta a cobrança para transformar discurso em consistência e pontos no Brasileiro.