A confiança de Marcão virou palavra de comando no vestiário do Fluminense às vésperas do jogo de volta das quartas de final da Libertadores contra o Platense, marcado para terça-feira, às 19h (de Brasília). O treinador interino tem sido apontado como peça central na recuperação recente da equipe e reforça que prefere focar partida a partida, mantendo a ambição de chegar às semifinais.

Com quase duas décadas de vínculo com o clube — entre passagem como jogador e como membro de comissões — Marcão coleciona atuações decisivas em momentos conturbados: já ajudou a evitar rebaixamento e a recolocar o time em disputas continentais. Mesmo assim, a efetivação nunca se concretizou. O técnico afirma respeitar o acordo com a diretoria, que prevê uma definição apenas ao final do ano.

A postura serena no banco virou marca: orientações medidas e controle emocional nas paradas técnicas, segundo quem trabalha com o elenco, facilitaram a execução tática e a reação do time. A experiência é usada para calibrar intensidade com cada jogador, numa leitura que mistura gestão de grupo e tomada de decisão em campo.

No curto prazo, o entendimento com a diretoria reduz pressão e traz estabilidade para a reta final da temporada. Em contrapartida, a ausência de definição sobre o comando projeta uma dúvida institucional sobre planejamento para 2025 e 2026: avançar na Libertadores poderia transformar a argumentação em favor da efetivação, enquanto uma eliminação reabre o debate sobre opções técnicas e estratégia do clube.