Menos de um mês após a classificação dramática em Mendoza, Marcão volta à Argentina em novo cenário: agora efetivado no comando do Fluminense e com um contexto muito menos turbulento. O time carioca entra no duelo de volta com o Platense já detendo a vantagem de 2 a 0 construída no Maracanã, o que transforma a missão em administrar a vantagem e fechar a vaga nas semifinais da Libertadores.

A efetivação — confirmada depois da vitória sobre o Remo no Maracanã — foi consequência direta da sequência positiva sob seu comando. Em sete partidas no banco, Marcão soma quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota, resultado este ocorrido no fim de semana diante do Atlético-MG, quando optou por escalar time reserva. Esse desempenho foi determinante para assegurar sua permanência ao menos até dezembro e reduzir a instabilidade no entorno da equipe.

O treinador enfatiza a cobrança interna e valoriza o apoio da torcida: citou a intensidade sentida no Maracanã, com 50 mil presentes na partida de ida, como fator que reforça a identidade do grupo. Apesar do otimismo, o confronto em Buenos Aires exige atenção tática e gestão de risco, especialmente fora de casa, onde qualquer deslize pode reabrir a disputa.

Com o principal objetivo da temporada — o bicampeonato da Libertadores — na mira, o Fluminense busca nesta terça-feira consolidar o resultado do jogo de ida. Para o clube, a combinação entre vantagem construída em casa e estabilidade no comando técnico tende a favorecer a missão; para Marcão, é oportunidade de transformar confiança recente em progresso real na competição.