O ex-jogador Marcel de Souza publicou nas redes sociais um desabafo carregado de emoção ao falar sobre a morte de Oscar Schmidt, ocorrida no dia 17 por consequência de um tumor cerebral. Parceiros de longa data na seleção brasileira, os dois integraram a geração que conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987, em uma vitória que ficou marcada na história do basquete nacional.
Marcel destacou a determinação de Oscar desde a juventude: lembrou que, nos anos 1970, o companheiro já sabia que queria viver do basquete, chegou a cursar economia e educação física antes de se dedicar ao sonho na Itália. Para Marcel, a trajetória de Oscar — dentro e fora das quadras — foi exemplo de foco e disciplina, característica que manteve mesmo durante os anos finais de tratamento.
O ex-ala também relatou o impacto que a luta de Oscar teve sobre outras pessoas: recebeu mensagens de fãs que se inspiraram na coragem do ídolo durante os 15 anos em que enfrentou a doença. Segundo Marcel, esses relatos mostram que o legado do jogador transcende o esporte, influenciando histórias de resistência e recuperação.
Hoje médico em Jundiaí — onde se formou após encerrar a carreira — Marcel atuava como clínico geral e radiologista quando recebeu a notícia de que a situação de Oscar era irreversível. Ele contou que foi procurado por veículos e conhecidos, mas preferiu recolher-se naquele momento para seguir com o atendimento aos pacientes e assimilar a perda.
Além da relação pessoal, Marcel deixou registrado o reconhecimento esportivo: os dois formaram uma das duplas mais importantes da seleção, e Marcel, com passagens por quatro Olimpíadas e cinco Pan-Americanos, segue como o segundo maior pontuador da história da equipe, atrás apenas de Oscar. O desabafo reforça a dimensão humana do legado do ex-jogador e o espaço que ele ocupa na memória do basquete brasileiro.