Aos 38 anos, Marcelo Moreno anunciou a aposentadoria definitiva após cumprir a promessa de encerrar a carreira no Oriente Petrolero, clube onde começou. O ex-atacante teve passagem curta, mas produtiva: seis gols em cinco jogos e a sensação de fechar um ciclo que permanecia aberto desde a primeira despedida, em meio ao luto pela perda do pai.

Moreno não escondeu a frustração por ter sido deixado de fora da convocação para a repescagem à Copa do Mundo, episódio que agravou a insatisfação depois de um retorno intenso e de recuperação física rigorosa. Em entrevista, afirmou que a ausência o incomodou e que transformará o objetivo de disputar um Mundial em projeto fora das quatro linhas.

Além da despedida, a exoneração do desconforto se manifestou em críticas diretas ao comando da seleção: o ex-jogador chegou a qualificar o técnico como 'amador' ao reagir à eliminação. A declaração revela um atrito público que pode intensificar pressões sobre a comissão técnica e sobre a federação boliviana, além de polarizar a reação de torcedores e dirigentes.

Com 17 anos de seleção e carreira marcada por passagens importantes, especialmente no Cruzeiro, Moreno projeta agora a transição para a função de treinador e promete levar a Bolívia a uma Copa do Mundo. O desafio será grande: transformar a autoridade de ídolo em competência técnica e lidar com o cenário institucional que suas críticas contribuíram para tensionar.