Em sua primeira sequência de jogos como técnico do Manchester City, Enzo Maresca deixou claro que Erling Haaland dificilmente herdará a braçadeira deixada por Bernardo Silva, que se transferiu para o Real Madrid. A afirmação reforça uma decisão de perfil tático: o próprio treinador apontou que o status de goleador do norueguês o afasta naturalmente da função de liderança formal dentro de campo.

No amistoso de pré-temporada em que o City venceu o Atlético de Madrid por 3 a 1 na Ásia, Maresca escalou Rúben Dias como capitão. O técnico também destacou ajustes pontuais durante a partida — como a saída do zagueiro para o banco depois do primeiro gol — e a necessidade de equilíbrio entre representação e gestão do grupo durante os tempos de jogo.

A situação de Haaland é agravada pela ausência nos primeiros treinos: o atacante teve folga estendida após a participação na Copa do Mundo e não integrou a delegação que viajou para a pré-temporada. Fora de campo, isso reduz sua presença no cotidiano do vestiário e limita, por ora, a influência que costuma nortear escolhas de liderança no clube.

Com a Supercopa da Inglaterra contra o Arsenal marcada para o próximo domingo, a decisão de Maresca sinaliza preferência por capitães com perfil organizador e presença contínua. Mais do que um simbolismo, a braçadeira será prática de comando num elenco acostumado a grandes nomes — e, por enquanto, não parece destinada ao artilheiro norueguês.