Marino Hinestroza teve a primeira oportunidade como titular do Vasco no empate com o Coritiba, em partida em que a equipe sentiu falta de criação ofensiva. Sem Andrés Gómez, Renato Gaúcho resolveu dar sequência ao colombiano, mas o atacante pouco produziu e não conseguiu se destacar durante os minutos em campo.

Aos 21 anos, Marino ainda vive processo de adaptação ao futebol brasileiro. O clube aproveitou o período da Data Fifa para intensificar o trabalho com o jogador, mas os números iniciais preocupam: nove jogos, 227 minutos disputados e nenhuma participação direta em gols. Em campo, faltou explosão decisiva e entrosamento com os companheiros.

Nos bastidores, há confiança de que ele vai evoluir com sequência.

A cobrança aumenta também pelo peso financeiro da operação. O Vasco desembolsou 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 32 milhões) por Marino, acordo em que o Atlético Nacional reteve 20% de uma futura venda. A concorrência com o Boca Juniors, derrotada pelo Cruz-Maltino, elevou as expectativas sobre retorno esportivo e financeiro.

Nos bastidores do clube há confiança de que o atacante vai evoluir com sequência, mas a realidade imediata exige respostas. Renato já testou Marino nas últimas partidas, e a tendência é que a próxima oportunidade seja decisiva para avaliar se ele de fato justifica a aposta ou se a diretoria terá de reavaliar prazos e paciência.

Para o torcedor e para o departamento de futebol, o cenário é claro: a adaptação precisa vir acompanhada de produtividade. O investimento feito transforma o período de acomodação em janela curta para mostrar evolução — caso contrário, a pressão por resultados e a contestação à contratação devem aumentar nas próximas semanas.

O investimento de US$ 6 milhões aumenta a cobrança pela adaptação rápida.