Mark van Bommel foi escolhido para comandar a seleção belga até a Eurocopa de 2028, segundo veículos europeus e o jornalista Fabrizio Romano. A contratação sucede a decisão de não renovar o vínculo com Rudi Garcia após a campanha na Copa do Mundo, quando a Bélgica foi eliminada nas quartas de final pela Espanha. A Federação aposta na capacidade tática do holandês para dar novo contorno ao projeto nacional.
A trajetória de Van Bommel como jogador — com passagens por PSV, Barcelona, Bayern de Munique e Milan — e a recente experiência no futebol belga, onde venceu campeonato e copa com o Royal Antwerp, justificaram a preferência. Nos últimos anos ele se consolidou como treinador com perfil de organização e disciplina tática, qualidades que atraíram dirigentes preocupados em recuperar consistência após resultados irregulares em torneios grandes.
"Estamos orgulhosos", afirmou Courtois sobre a campanha da Bélgica.
Há, porém, desafios claros. A Bélgica é uma seleção com línguas e sensibilidades distintas; a ausência do francês entre as competências imediatas do novo técnico foi apontada como ponto fraco. A reportagem indica que Van Bommel se comprometeu a aprender o idioma, mas a adaptação cultural e a gestão de um elenco de jogadores consagrados serão testes práticos que vão além da organização tática no papel.
O contrato até 2028 dá prazo e responsabilidade: tempo para implantar ideias, mas também meta clara de cobrança rumo à próxima Eurocopa. Internamente, a declaração de orgulho do capitão — “Estamos orgulhosos”, afirmou Courtois sobre a campanha da Bélgica — resume a expectativa da base, mas a nova gestão terá de converter esse respaldo em resultados concretos e manter coesão em um momento de transição.