No dia 20 de abril completa-se uma década de um dos momentos mais lembrados da passagem de Marlone pelo Corinthians. Natural de Augustinópolis (TO), o meia participou da goleada por 6 a 0 sobre o Cobresal, pela fase de grupos da Libertadores de 2016, anotando dois gols: abriu o placar de cabeça e, pouco depois, emendou um voleio magistral — após cruzamento de Edílson e controle no peito — que virou destaque internacional.

O voleio entrou entre os dez indicados ao Prêmio Puskás da FIFA e acabou entre os três finalistas na eleição daquele ano, ao lado de gols que também chamaram atenção mundial. Marlone competiu com nomes de grande exposição, como Messi e Neymar, e terminou em terceiro lugar na votação que consagrou Mohd Faiz Subri e Daniuska Rodríguez à frente.

A temporada de 2016 foi, também em números, o melhor período do meia no Timão: nove participações em gols ao longo de 35 partidas. No ano seguinte, com menos espaço, Marlone deixou o clube e iniciou sequência de passagens por Atlético-MG, Sport, Goiás, Suwon FC (Coreia do Sul), Brusque, Vila Nova, Chapecoense e Ypiranga-RS, até chegar ao Brasiliense, onde atua na Série D.

O golaço de 2016 segue como o momento mais vistoso da carreira do jogador: um lance de rara plasticidade que rendeu projeção e reconhecimento, mas que não se traduziu em permanência no topo do futebol nacional. Para torcedores e para o próprio jogador, é um marco — e um lembrete de que, no futebol, um momento de brilho nem sempre basta para garantir trajetória estável nos grandes centros.